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sábado, 15 de março de 2014

Revolução Francesa (1 de 4): A França pré-revolucionária



A França pré-revolucionária



Com cerca de 26 milhões de habitantes a França era no final do século XVIII o país mais populoso da Europa e também um dos mais injustos. Na França o clero e a nobreza tinham enormes privilégios e o rei impunha a sua vontade, era o representante de Deus na terra.



Nessa época a sociedade francesa estava dividida em três ordens ou estados.



  • O primeiro estado era o clero, que representava a Igreja, com cerca de 120 mil pessoas. Cerca de 20% de todas as terras da França pertenciam a Igreja.



  • O segundo estado era a nobreza, composta pela família real, pelos cortesãos (aristocratas que viviam na Corte), pela nobreza provincial e pelos burgueses que embora não tenham nascido nobres enriqueceram e compraram títulos de nobreza (nobreza de toga). À nobreza correspondia um total de 360 mil pessoas.



  • O terceiro estado era formado pela maioria da população, entre burgueses, trabalhadores, artesãos e camponeses, além de um grande contingente de desempregados, famintos e marginalizados. A grande massa populacional eram realmente os camponeses, que correspondiam a cerca de 80% da população francesa (entre homens livres servos, a grande maioria miseráveis). Muitos desses camponeses ainda estavam vinculados aos seus senhores por laços feudais, cumprindo obrigações como a corveia (trabalho gratuito nas terras dos nobres).



Motivações que precipitaram a Revolução



Entre as motivações que precipitaram a Revolução Francesa, pode-se destacar:



  • O clero e a nobreza tinham uma série de privilégios, entre eles, o de não pagar impostos. Podemos dizer, portanto, que o terceiro estado carregava os outros dois nas costas.



  • No século XVIII apesar da maioria da população viver e trabalhar no campo (85% da população) a oferta de alimentos era reduzida, em parte devido à concentração das terras nas mãos de poucos.



Para piorar a situação na década de 1780 a seca acabou com o rebanho bovino e dizimou as safras agrícolas elevando de forma assombrosa os preços dos gêneros agrícolas. A fome era, portanto, algo que assolava os franceses. Em 1789, o preço do pão era tão alto que uma família gastava quase 90% dos seus rendimentos na compra do pão para a subsistência mensal.



  • Os comerciantes também estavam insatisfeitos, pois tinham que pagar um grande número de impostos aos nobres. Os industriais, por sua vez, reclamavam dos diversos monopólios, prática onde o rei concedia o direito de fabricação de um determinado produto a um industrial em detrimento dos outros. Para piorar a situação as indústrias francesas sofriam com a concorrência dos produtos ingleses, que chegavam à França com um preço inferior aos próprios produtos franceses. Enfim, mesmo com dinheiro a burguesia estava insatisfeita.



Para ter uma ideia do colapso financeiro da França o déficit público às vésperas da Revolução Francesa era de 78 vezes a arrecadação da França, ou seja, gastava-se muito mais do que se arrecadava (o déficit obviamente estava associado aos privilégios de classe, as pensões do clero e da nobreza e ao custeamento de quase meio milhão de pessoas).



  • A França também estava empobrecida com os resultados desastrosos da Guerra dos Sete Anos, contra a Inglaterra. Se não bastasse isso, a França ainda resolveu ajudar os americanos contra a Inglaterra em sua luta de Independência: era uma forma custosa de se vingar da derrota na Guerra dos Sete Anos.



A imagem representa a opressão em relação ao terceiro estado pelas classes privilegiadas.



  • Insatisfação popular com a Corte, estabelecida em Versalhes, distante das agruras dos parisienses. Calcula-se que somente Versalhes consumia 10% de toda a arrecadação francesa. Deve-se lembrar de que a Corte francesa vivia de forma luxuosa e o Palácio de Versalhes era uma ilha de luxo em meio à pobreza disseminada na França. Em Versalhes eram realizadas 4 festas semanais que duravam mais de 12 horas cada uma (bancadas com o dinheiro público francês).



  • Insatisfação com a rainha Maria Antonieta, austríaca (a Áustria era um antigo inimigo dos franceses), e apresentada sempre ligada à luxúria, depravação. 



  • Dessacralização da imagem do rei Luiz XVI e intensiva panfletagem contra o sistema monárquico (a teoria da origem divina dos reis já não encontrava tantos defensores).



A imagem, retrata os penteados exuberantes da rainha da França.

Os panfletos que associavam Maria Antonieta a luxúria e depravação corriam as ruas de Paris nos momentos que antecederam a eclosão da Revolução Francesa.

Nos panfletos que circulavam por Paris era comum ver os monarcas franceses retratados como animais. Essa panfletagem radical ajudou a extirpar a áurea sacra dos reis franceses.

11 comentários:

fabio lucas disse...

noossa q le..le...gal

karol_3+eu disse...

achei super legal.muita arte!!!bjs

Ana Paula disse...

olha, professor ta ficando chique! :D

Marcela disse...

Unico jeito de lembrar voce Sérgio!!!--' leva o dvd pra mim??e o caderno ja p aproveitar!!Po0r favor*-* Até amanha

vinicius disse...

Ótimo,pois esplica detalhadamente a França pré revolucionária.
Aos que escreveram este conteúdo:MEUS SINCEROS PARABÉNS!

Arthur disse...

achei todo o blog muito legal as mensagens estão claramente espostas e completas

Larys disse...

Caara eu nao tinha neim mais soluçao pra um trabalho que eu tinha que fazer , poq o livro nao tinha absolutamente naadaate qe eu achei vcs que mi salvaram hj, muitissimo obrigado.

Anônimo disse...

muito legal po parabens

Anônimo disse...

nossa gostei mt desse documentario parabens vc por posta esta art!!!!!

Anônimo disse...

Ótimo texto. Por ter essa linguagem informal, é de fácil entendimento. Muito esclarecedor.

Anônimo disse...

muito legal gosteiiiiiiiiiiiii

 
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